Sexta-feira, Dezembro 06, 2002

Don't believe what you see

O quadrado A e o B tem a mesma variação de cinza.
Entrevista com o Pedrinho
Decidimos que também tínhamos o direito de tirar proveito do caso Pedrinho, mesmo que a história já esteja se esgotando. Para entrevistar o rapaz, chegamos perto da janela da casa de sua mãe adotiva e gritamos o seu nome. Quando ele apareceu na janela e perguntou quem éramos, simplesmente dissemos que éramos seus irmãos e pedimos para ele sair de casa para conversarmos. Como o coitado está desorientado e não sabe mais quem é de sua família mesmo, acabou acreditando. Falamos que éramos todos seus irmãos mais velhos e que, como caçula, ele tinha mais era que obedecer a gente, senão iria sofrer lesões físicas. Assim, na base da intimidação que todo irmão mais velho tem direito de exercer sobre o mais novo, obtivemos nossa entrevista. Já no fim da conversa, Pedrinho se tocou que nosso sotaque era muito diferente do dele e percebeu que não éramos seus irmãos de verdade. Sentindo-se humilhado por ter sido enganado mais uma vez em sua vida, Pedrinho se transfigurou de ódio e nos ameaçou. Disse, com uma voz grossa e um olhar insano, que seu nome era Osvaldo e que pagaríamos por aquilo, junto com "os outros miseráveis". Dito isso, desmaiou. Quando acordou, já falava com seu jeito tranqüilo de sempre e, aparentemente sem lembrar do ocorrido, disse que seu nome era Pedrinho. É possível que Pedrinho, sofrendo de dupla personalidade, não reconheça que deu esta entrevista, mas vamos correr o risco e publicá-la mesmo assim.

Já É: Pedrinho, você tem planos de pedir sua mesada acumulada por 16 anos a seus pais verdadeiros?
Pedrinho: Eu cheguei a sugerir isso, mas aí eles disseram que só me pagariam se tivessem direito a recuperar todo o tempo perdido me dando 16 anos de beijos atrasados, 10 anos de esporros e até mesmo 2 anos de troca de fraldas. Aí desisti, dinheiro nenhum paga isso.

Já É: É verdade que sua mãe adotiva, dona Vilma, dizia que você seria pai aos 18 anos, pois iria roubar um neto em 2004?
Pedrinho: Não, ela nunca disse isso. Para falar a verdade, ela nunca mencionou nada sobre como eu poderia "ser pai". Uma vez perguntei de onde vinham os bebês, pois minha sexualidade estava aflorando. Deu para perceber que ela ficou muito nervosa e perguntou insistentemente: "Por que? O que foi que te disseram?"

Já É: Pedrinho, você agora tem pensado em dar vazão a todos os instintos e sentimentos que nutria por sua irmã por todos esses anos?
Pedrinho: Acho que não. Mas já dá para aliviar as zoações da galera do colégio. Até então era o único da turma que nunca tinha pego nos peitinhos de uma garota, eles sempre falavam que irmã e prima não contavam. Agora descobri que na verdade fui de longe o primeiro da turma a pegar num peitinho que não seja de parente.

Já É: Você ficou aliviado em saber que é de Brasília, e não de Goiás?
Pedrinho: Porra, fiquei sim, ser de Goiás é foda, só tem índio. Agora sei como explicar meu ódio por silvículas, a vontade de queimá-los está em meus genes de "playboy brasiliense".

Já É: O que te deixa mais aborrecido? Dona Vilma, por ter te seqüestrado; seus pais verdadeiros, que ficam te beijando em tudo que é foto em que vocês aparecem juntos; ou a Imprensa, que transformou sua vida num inferno, considerando você um mero objeto para reportagens?
Pedrinho: O que me deixa mais aborrecido é que o governo não quer aprovar a cota para adotados na universidade pública, o passe livre para adotados nos ônibus e o vale-leite para adotados. Isso é sacanagem, nós adotados somos tão deficientes quanto qualquer outro mongol.

Já É: É verdade que você vai manter seu nome antigo por considerar o sobrenome de sua família verdadeira, Braule Pinto, muito fálico?
Pedrinho: Mentira! Eu adorei este nome! Fico pronunciando toda hora: Braule Pinto, Braule Pinto, Braule Pinto, Braule Pinto, Braule Pinto... por alguma razão estas palavras não me saem da boca.

Já É: Você tem planos de aproveitar a popularidade que ganhou de algum jeito? É verdade que estaria vendendo os direitos da história de sua vida a uma novela mexicana?
Pedrinho: Na verdade estou tentando vender os direitos da história da minha vida para a Suzane Richthofen. Seria o álibi perfeito para um ataque de ódio repentino que levaria ao assassinato dos pais que te seqüestraram da família verdadeira. Certamente ela se livraria da cadeia.
Se livre dos telemarketeiros
O único pobrema é qui é em ingrêis:

A Madama e o mecanismo de defesa do homem brasileiro
Mais do que uma revelação no quase sempre apático repertório dos lançamentos de filmes nacionais, o filme Madama Satã é uma obra forte e refrescante na forma e no conteúdo. Agora, fazendo uma retrospectiva, acho que pode ser um sério candidato ao melhor lançamento nacional do ano. Pros leitores designers, companheiros de tendinite, fiquem atentos a identidade visual do filme. Extremamente consistente e bem cuidada, é uma coisa muito difícil de se ver por aqui e até mesmo nos esteites (pelo menos a consistência). E agora, em uma consideração sobre o público da sessão (que estava lotada, grata surpresa), explicarei a vocês um dos principais mecanismos de defesa da masculinidade judaico-cristã tupiniquim durante cenas de temática homosexual. Homosexualismo masculino claro, durante o homosexualismo feminino o comportamento é outro. Pois bem. Durante a presença eminente de uma cena de homosexualismo na tela, adote algum dos procedimentos abaixo (podem ser adotados vários ao mesmo tempo, dadas as limitações físicas):
- Produzir em alto e bom som um AN-HAN, tossir ou limpar a garganta.
- Se ajeitar na cadeira, verificar se todos os botões da camisa estão fechados, cruzar as pernas, deixar claro a todos que você está se sentindo realmente incomodado pela cena.
- Desviar o olhar do filme, verificando os detalhes da decoração do teto ou o posicionamento dos extintores de incêndio, de maneira a mostrar que você não deseja olhar para dois homens nús se agarrando.
- Começar a conversar alto com seu companheiro na cadeira do lado, questionando sobre o tempo lá fora, a temperatura do arcondicionado ou assunto semelhante.
- Gritar "BICHA!".
- Produzir um "Tsc, tsc, tsc" em desaprovação.
- Esconder os olhos com a mão, fazendo expressão envergonhada.
Se você não seguir nenhum desses procedimentos, provavelmente a platéia vai considerar que você possui tendências homosexuais ou que aprova esse tipo de comportamento. Pederastas enrustidos podem lhe acusar de ser inseguro da sua própria sexualidade, mas não se abale! Você sabe muito bem que você gosta é de mulher. Né não?
Carro movido a ar pode revolucionar mercado
O lançamento do protótipo de um carro movido a ar esta semana, na África do Sul, promete revolucionar o sistema de transporte urbano.A previsão é de que e.Volution percorra uma distância de até 200 km por apenas US$ 0,30, cerca de RS$ 0,50.O carro, que parece um mini-ônibus, está sendo promovido com o slogan "Simples, econômico e limpo", mas os detalhes de como o veículo vai funcionar ainda não foram revelados.O protótipo do e.Volution, vai ser lançado na Auto Africa Expo 2000, em Joanesburgo, e está sendo encarado como a primeira alternativa viável aos carros que usam combustíveis convencionais.

Há vários anos vinham sendo realizadas pesquisas para produzir carros "ecologicamente corretos", mas até hoje as tentativas foram todas frustradas. Alguns modelos em desenvolvimento usariam o hidrogênio como combustível.A expectativa é de que o e.Volution seja vendido na África do Sul por US$ 10 mil, cerca de RS$ 18 mil, o preço aproximado de um carro de médio porte no país.A empresa que deve produzir o carro, a Zero Pollution Motors, afirma que o e.Volution vai ser ideal para o transporte urbano.

O motor vai ser impulsionado por ar comprimido estocado em tanques - muitos parecidos com cilíndros de mergulho - que vão ser colocados dentro do carro. O veículo deve ter independência de combustível para até 10 horas de trânsito na cidade, na velocidade média de 80 km por hora. Os engenheiros responsáveis pelo carro disseram que o abastecimento poderá ser feito em qualquer fonte de eletricidade, e que pode levar até quatro horas para encher o tanque.

Mas os fabricantes afirmam que os proprietários poderão instalar suas próprias bombas de ar, o que vai permitir encher o tanque em três minutos. Já há duas fábricas para produzir o e.Volution na França, e os primeiros modelos devem chegar às ruas ainda este ano. A África do Sul será o segundo país a produzir o carro, e há fábricas planejadas para a Espanha, México e Austrália. Cientistas e projetistas tão vendo se agilizam um sistema que conecte o buzanfan do motorista ao motor do carro, assim o onibinho podia funcionar à base da bufa.
Esse é o cara.
Mas será que podemos falar algo de bom sobre ele? Hmmmmmm, tá bom: dia desses, Simone Spoladoro (Spaladore, Spoladoro, Pomodoro, Pomarola, tanto faz)saiu para gravar e foi interropindo por Gonzales. Para quê? Para que seu figurino fosse incrementado com uma camélia, colhida pelo próprio no jardim do hotel e delicadamente pousado no bouquet da noiva. Que meigo!
Vidinha blues
(James Passaquatro/ Violeta Chaparral)

Parte I: Vontades:

(E A E7 B7 A)
- sair de férias,
- comer MUITO chocolate,
- trazer todos os amigos pra casa,
- beijar um certo alguém,
- dormir menos sem sentir tanto sono,
- ver mais dias ensolarados e quentes,
- comprar um sofá,
- fotografar o nascer do sol num dia bonito,
- viajar muito,
- ver/ouvir/cheirar o mar todos os dias,
- fazer mais pessoas sorrirem,
- saber que aviões são aqueles que passam 'perto' de casa,
- enfeitar a casa pro Natal,
- ter menos preocupações,
- conseguir ver estrelas no céu (que tem estado sempre nublado).

Parte II: Emoções mais vividas no mês passado:

(F Bb F7 C7 F)
- sono,
- ansiedade,
- curiosidade,
- alegria,
- sono.

Parte III: Músicas mais ouvidas neste último mês:

(F# B F#7 C#7 F#)
- 2112 (Rush),
- Famous Last Words (Tears For Fears),
- Dancin' Days (Stone Temple Pilots fazendo cover do Led Zeppelin),
- Summer of 69 (Brian Adams),
- I Would Die 4 U (Space Cowboy remixando Prince),
- Lessons (Rush),
- Perfect Drug (Nine Inch Nails),
- Cotidiano (Chico Buarque),
- Cold Fire (Rush),
- Sabotage (Beastie Boys),
- Black Celebration (Depeche Mode).

Parte IV: Comidinhas deste último mês:

(G C G7 D C)
- bolachas daquelas novas da Nestlé que têm uma super camada de chocolate encima,
- sucos diversos, de preferência de uva,
- água Cristal em garrafinhas de 500ml,
- sorvetes diariamente, mas só um pouquinho por vez(!),
- pizzas da Dr. Oetker, com camada extra de quejio por cima (huuummmm!!),
- bolachas de gergelim com geléias de goiaba ou de uva,
- salada pronta com molhos Hellmann's,
- salada + prato quetnte + salada de frutas do Cheiro Verde todo dia no almoço,
- bolachas de cereais com banana ou com mel,
- almoços no Shopping Higienópolis (leia-se Baked Potato, Viena ou Biosfera), depois da Rê e da mamis terem saído da aula, aos sábados.
Vida de Lula vai virar mini-série da Globo
A Rede Globo acaba de anunciar que comprou os direitos da biografia do presidente eleito Luís Inácio Lula da Silva e que vai começar a produzir logo no início de dezembro uma mini-série contando a história da vida do "operário que virou presidente". Segundo a emissora, a série que terá entre 8 e 12 capítulos está programada para ir ao ar em fevereiro de 2003.
O queima-rosca Daniel Filho, que foi incumbido de desenvolver o projeto, disse que apaixonou-se pela história assim que leu a primeira versão do roteiro. "Estou respirando a biografia de Lula 24 horas por dia. A correria para viabilizar produção em um tempo tão curto é imensa, mas acredito que o trabalho vai valer a pena", declarou o diretor. O elenco ainda não foi selecionado, mas especula-se que quem fará o papel do presidente será o ator Antônio Fagundes. "Os telespectadores vão ver a história de um homem simples, mas com muita luta, emoção e até romance. Além disso, terão como pano de fundo uma aula de história contemporânea, com todos os detalhes do processo de democratização do Brasil!", entusiasmou-se Daniel.
A assessoria do presidente eleito não quis dar detalhes sobre a negociação, apenas informou que está acompanhando o projeto com muita atenção, mas dando toda a liberdade para o desenvolvimento da obra. A Rede Globo também não quis informar oficialmente a quantia paga pelos direitos da biografia, mas algumas fontes internas deram entender que ela gira em torno de 2 milhões de Reais, de longe o maior valor já pago por algo do gênero na história da TV brasileira.
O futuro da MPB
Zeca, 4, filho do casal - vestindo blusa branca e saia bege (uniforme da penitenciária), o garoto entrou no plenário por volta das 14h. Tinha o cabelo dividido ao meio, em duas tranças. Em depoimentos à polícia, cobria o rosto com o cabelo. Aparentemente abalado, e em meio a choros, Zeca se mostrou arrependido, acusou o namorado e disse que foi persuadido e iludido por ele.
Disse ao juiz que no começo do namoro, há cerca de três anos, era bom o relacionamento de seus pais com Lucas, mas que o rapaz se transformou em uma "obsessão" porque queria estar ao lado dele todo o tempo. Foi então, que a mãe começou a limitar o relacionamento.
No entanto, afirmou que "os problemas começaram este ano", quando disse a Paula que dormiria na casa de uma amiga e foi para um motel com o namorado. A mãe descobriu. Passou a dizer que Lucas era uma "má influência" e proibiu que mantivessem contato. Entre abril e maio, o acusado disse que ele e o irmão, Tutty, 25, foram obrigados a "cortar relações" com Lucas, segundo seu depoimento.
"Aquilo para mim foi um choque muito grande", disse à Justiça.
Contou ao juiz que ficava fascinado com a liberdade que encontrava na casa do namorado. "Na casa do Lucas podia tudo", disse, afirmando que em sua casa eram muitas as restrições.
No Dia das Mães, Zeca discutiu com os pais porque queria ver o namorado. Disse que Caetano deu um tapa em seu rosto durante a discussão. Afirmou ter sido a única vez que foi agredida em casa. Nervoso, seguiu para a casa de Lucas e disse que não queria mais retornar para sua casa. No entanto, percebeu que não teria como "fugir".
Apesar da proibição, os namorados se encontravam escondidos e em julho, quando Caetano e Paula viajaram, Lucas passou o mês na casa dos Veloso.
De acordo com Zeca, naquele mês, "as coisas foram como um sonho". "[Lucas] foi me seduzindo e mostrando que ficar ao lado dele, sem meus pais, era a felicidade", afirmou ao juiz.
Lucas contou a Zeca, segundo seu depoimento, que estava interessado em adquirir uma arma para matar o casal. O garoto disse que "odiou" a possibilidade. Disse também que Lucas deu a ela duas opções: ficar com ele sem os pais (Caetano e Paula) ou ficar com os pais sem o namorado.
"Ele me prometeu um mundo encantado", disse, afirmando que preferia ficar com o namorado sendo aceito pelos pais.
Quando acabaram as férias, porém, "tudo voltou a ser como antes", disse. Ou seja, Zeca foi proibido de ver o namorado. "Ficar sem ele depois daqueles 30 dias era quase impossível", afirmou durante interrogatório.
Zeca e Lucas teriam planejado viajar para Porto Seguro (BA) enquanto os pais estavam fora. Preferiram, segundo ela, ficar na casa dos Veloso.
O garoto disse à Justiça que, em agosto, Lucas disse que o irmão havia conseguido uma arma e pediu o dinheiro que não foi gasto na viagem. A arma, no entanto, não teria sido comprada.
"Só que dava muito medo", disse, sobre o plano de assassinar os pais.
Zeca disse que amava muito os pais, mas que, por outro lado, tinha o namorado. Afirmou que Lucas a incentivou a fumar maconha e falava para que não ficasse preocupada e não deixasse que as pessoas percebessem seu nervosismo.
Em outubro, o garoto disse para a mãe que havia acabado com o namoro. "Ela ficou muito feliz", disse. Lucas era, para Paula, um "tormento", de acordo com Zeca.
No mesmo mês, Lucas contou a idéia para assassinar o casal, segundo depoimento do garoto. "Disse o que eu teria que fazer".
Na tarde de 30 de outubro, Zeca disse que foi ao shopping com o irmão e o namorado. Ficou sabendo, então, que o crime ocorreria naquela noite. Combinaram de levar Tutty a um cibercafé, para tirá-lo de casa.
"Não queria que meus pais morressem, mas era tarde", disse, afirmando que, enquanto o casal era assassinado, ficou na biblioteca, cobrindo os ouvidos com as mãos e chorando.
Antes de encerrar seu depoimento, Zeca voltou a demonstrar arrependimento e afirmou que agora percebe que "pai e mãe são tudo" e que "sempre têm razão no que falam".
"Só imaginava que tudo iria ser perfeito. Só que esse mundo encantado nunca existiu", disse.
Maxwell Smart
Insondáveis são os desígnios do Senhor, dizem as Escrituras. Ainda não está claro se Deus integra esse bolo, entretanto é mister reconhecer que Maxwell pratica o que leu. O que, para uma enciclopédia ambulante do pop, implica em ressuscitar Ramones Songbook, CD do Nutley Brass com músicas do quarteto nova-iorquino orquestradas. Diz que fecha os olhos com os xilofones de Teenage Lobotomy e se imagina num circo. Na onda, sacou The Moog Cookbook, no qual dois malucos pegam hits dos anos 90 e os transformam em trilha de elevador com os efeitos mais absurdos. Ri que se acaba, tanto das releituras de Basket Case (Green Day), Even Flow (Pearl Jam) e Come Out And Play (Offspring), quanto de que gostava delas na época.
Maxwell entra numas facinho, facinho. Em seguida, acionou El Baile Alemán, do Sr. Coconut, Kraftwerk em ritmos latinos. Enquanto agitava marimbas imaginárias ao som de The Robots, Trans-Europe Express e Man Machine em cha-cha-cha, cumbia e merengue, ele desembesta falar de Cuba, de que é louco para visitar a Ilha antes que Fidel morra e o socialismo seja varrido da face da Terra. Para Maxwell, o bem dá-se das mais variadas formas. Com a convicção de todos os visionários, ignora se a receita do público para tornar o mundo mais justo e divertido diverge da sua. Na sua opinião, as versões são melhores que os originais.